Desde 1º de janeiro de 2026, passou a valer a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas.
Isenção total até R$ 5.000 mensais
Desconto parcial até R$ 7.350
Medida sancionada em novembro de 2025
Já aplicada nos salários pagos em 2026
Isso impacta diretamente a comparação entre CLT e PJ, principalmente para salários mais baixos.
Na contratação CLT, o profissional tem vínculo empregatício e recebe benefícios trabalhistas.
Férias remuneradas + 1/3
13º salário
FGTS
INSS automático
Estabilidade jurídica
Menor burocracia
Alta carga de INSS
Incidência de IRPF em rendas maiores
Menor flexibilidade contratual
Menor eficiência tributária em rendas mais altas
No modelo PJ, o profissional abre um CNPJ e presta serviços como empresa, geralmente optando pelo Simples Nacional.
Maior ganho líquido na maioria dos casos
Tributação potencialmente menor (principalmente com Fator R)
Possibilidade de planejamento tributário
Flexibilidade contratual
Distribuição de lucros isenta quando a empresa está regular
Não possui direitos trabalhistas automáticos
Exige maior organização financeira
Requer definição correta de pró-labore e impostos
Necessita de acompanhamento contábil especializado
Com uma contabilidade especializada em profissionais de TI, o modelo PJ tende a ser mais eficiente e seguro do ponto de vista tributário.
Vamos a um exemplo realista.
CLT
Pode ficar isento de IR
Ainda há desconto de INSS
Recebe benefícios trabalhistas
Diferença para PJ diminuiu
PJ
Continua pagando impostos do Simples
Precisa de estrutura mínima de gestão
Vantagem financeira menor nessa faixa
Conclusão:
Para rendas próximas de R$ 5 mil, a CLT ficou mais competitiva em 2026.
CLT
INSS elevado
IRPF relevante
Carga total significativa
PJ (Simples + Fator R)
Imposto pode ficar aproximadamente entre 6% e 11%
Possibilidade de lucros isentos
Maior eficiência tributária
Conclusão:
A partir dessa faixa, o PJ normalmente volta a ser mais vantajoso.
Aqui o PJ quase sempre vence, desde que bem estruturado.
Motivos:
Economia tributária relevante
Possibilidade de planejamento
Distribuição de lucros sem IR
Melhor gestão do caixa
Mas atenção: sem acompanhamento adequado, a economia pode desaparecer.
Para muitos profissionais de tecnologia, o Fator R é decisivo.
Se a folha (pró-labore + salários) for:
≥ 28% do faturamento → pode tributar no Anexo III (menor imposto)
< 28% → cai no Anexo V (mais pesado)
Um bom planejamento de pró-labore pode reduzir bastante a carga tributária do PJ.
A CLT pode ser melhor quando:
Renda até cerca de R$ 5 mil
Profissional valoriza estabilidade
Benefícios são relevantes
Não quer lidar com gestão empresarial
Está no início da carreira
O PJ costuma ganhar quando:
Renda acima de R$ 8 mil a R$ 10 mil
Profissional quer maximizar ganhos
Existe planejamento tributário
Contrato permite atuação como empresa
Há boa organização financeira
Muitos desenvolvedores perdem dinheiro por:
Definir pró-labore inadequado
Ignorar o Fator R
Misturar conta PJ e PF
Não fazer planejamento tributário
Escolher CNAE incorreto
Não acompanhar o Simples mensalmente
Em 2026, com a nova isenção do IRPF até R$ 5.000, a CLT ficou mais competitiva nas rendas menores.
Por outro lado, para a maioria dos profissionais de TI com rendimentos médios e altos, o modelo PJ ainda costuma gerar maior ganho líquido, principalmente quando há planejamento tributário adequado.
A melhor escolha depende do seu faturamento, perfil profissional e estratégia financeira.
Na WG Contabilidade Inteligente, fazemos a comparação CLT x PJ personalizada para profissionais de TI em Florianópolis, São José e Palhoça.
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